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Sinfônica Heliópolis emociona público carioca no Theatro Municipal

Expressar o que aconteceu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro durante o concerto da Sinfônica Heliópolis, sob regência de Roberto Tibiriçá e com a participação do pianista Arnaldo Cohen, fica quase impossível diante da magnitude do espetáculo. Perante uma infinidade de palavras e adjetivos, só mesmo uma frase poderá definir com precisão a noite do dia 22 de dezembro: o concerto foi, do início ao fim, comovente.

A platéia estava radiante, os músicos emocionados, o maestro Tibiriçá feliz por mostrar o trabalho da orquestra na capital carioca e, Cohen, satisfeito em tocar com os músicos do Instituto, encerrando seu ano artístico.

Os gestos do maestro, de bravura e sutileza, fizeram a orquestra exibir, orgulhosamente, música de qualidade aos quatro cantos do Teatro. A vibração do público radiou energia e, logo após a execução da Abertura da ópera A Flauta Mágica, de Mozart, se viu uma onda de emoção, com aplausos intensos e sinceros.

Por esse mesmo motivo, depois do Concerto para piano nº1 em sol menor, Op. 25, Cohen tomou uma atitude inédita e levantou-se do piano para saudar verbalmente a platéia: “Gostaria de agradecer a presença de cada um de vocês, confesso que tive receio de não encontrar o Teatro assim lotado, por estarmos às vésperas do Natal, não por mim, mas pelos meninos que fazem parte desse projeto tão especial. Estou surpreso e muito feliz”

Após o intervalo, a 8a. Sinfonia de Dvorák encerraria o programa, mas, a platéia, animada, pediu bis! E foram três ao todo! A Abertura da Ópera Fosca, de Carlos Gomes, a valsa Danúbio Azul de Strauss e a Abertura da Ópera Carmem, de Bizet. Muitas das pessoas presentes, se levantaram de seus lugares para aplaudir os músicos na frente do palco, algo que os jovens músicos do Instituto nunca tinham vivenciado. Por esse motivo e pelo bom desempenho musical, todos, sem exceção, saíram do palco tocados. E na coxia, com a sensação de dever cumprido, os músicos não resistiram a emoção contagiante da noite e em algumas faces lágrimas de alegria rolaram.

Entre as personalidades presentes, a amiga e diretora do projeto do Instituto: Balé diz no Pé, Ana Botafogo fez questão de comparecer aos camarins ao final do concerto para parabenizar o espetáculo. Além da primeira bailarina do Brasil, também prestigiaram o concerto: o Presidente da Academia Brasileira de Música Prof. Ricardo Tacuchian; os maestros Edino Krieger e Ricardo Rocha; as pianistas Sonia Goulart e Lais de Sousa Brasil; as atrizes Arlete Sales, Malu Mader e o ator Tadeu Aguiar; os compositores Ronaldo Miranda e Guilherme Bauer; a critica de artes Bárbara Eleadora e o amigo e incentivador do projeto professor José Pastore.

O encerramento do ano de 2006, com o concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, será inesquecível para os alunos e toda a equipe do Instituto Baccarelli, pois refletiu o resultado de todo um trabalho de dedicação à arte, o empenho dos músicos em apresentar o melhor da música erudita. A motivação dos jovens ficou evidente nos primeiros acordes da orquestra, levando o público a reconhecer a qualidade do grupo, que encerrou a grande noite recebendo os aplausos de mais de 2.200 pessoas, gravando ali, um momento memorável.

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