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Sinfônica Heliópolis se apresenta para Papa Bento XVI

Semanas de ensaios, horas e horas de estudos, um incentivo, uma bronca, momentos de reflexão, de introspecção. Há dois meses, desde que começaram os preparativos para o concerto no encontro do Papa com o episcopado brasileiro, na Catedral da Sé, os 80 músicos da Sinfônica Heliópolis e os maestros foram tomados por um turbilhão de sentimentos - misto de orgulho e ansiedade por se apresentar diante do maior líder da igreja católica.

São Paulo parou para receber o Papa Bento XVI. Em seu último compromisso na cidade, no dia 11 de maio, Bento se reuniu com 400 bispos do Brasil. Para homenageá-lo, a Sinfônica Heliópolis e os Corais Lírico e Paulistano, do Theatro Municipal de São Paulo, apresentaram 11 músicas sacras.

Após uma grande espera para ingressar no local da apresentação devido ao rigor na revista da Polícia Federal, os músicos se posicionaram para tocar e cantar. Primeiramente, apenas para os bispos de diversas regiões do país, apresentaram obras como Salve Regina (S. Baccarelli) e Pater Noster (Villa-Lobos). O repertório foi especialmente selecionado pelo maestro Silvio Baccarelli e pelo diretor artístico da Sinfônica Heliópolis, Roberto Tibiriçá. Para o encontro, somente músicas de compositores brasileiros, como: Ronaldo Miranda, Padre José Mauricio, Camargo Guarnieri, F. Franceschini, Amaral Vieira e Antônio Ribeiro, coordenador pedagógico do Instituto Baccarelli. A Sinfônica Heliópolis e os Corais Lírico e Paulistano foram regidos pelos maestros: Baccarelli, Edilson Ventureli, Mara Campos e Mário Záccaro.

Às 16 horas, os sinos da Catedral anunciaram a entrada do Sumo Pontífice, ao som da música Ecce Sacerdos Magnus, sob regência do próprio compositor, Maestro Silvio Baccarelli. Quando as portas se abriram, ouviu-se a multidão na Praça da Sé que saudava o Santo Padre. Uma verdadeira demonstração de fé no marco zero do estado.

Antes do pronunciamento do Papa, os Monges Beneditinos entoaram as Vésperas Cantadas. Em seguida, Bento XVI pediu aos bispos para não pouparem esforços em resgatar fiéis afastados do catolicismo. Além disso, ressaltou a importância da “santidade do matrimonio e da família”. Durante sua fala, Bento foi aplaudido em dois momentos pelos bispos, primeiro quando disse que “a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos” e quando frisou a necessidade de "formar nas classes políticas e empresariais um autêntico espírito de veracidade e de honestidade".

Ao deixar o altar, Papa surpreendeu a todos quando interrompeu o processional e se dirigiu aos músicos. Sorrisos e olhares perplexos de quem não acreditava no que aconteceu, foi assim a reação dos dois percussionistas (Thiago Lamarttina e César Cavalotti) da Sinfônica Heliópolis depois de retribuir o aperto de mão de Bento XVI. A simplicidade do Papa permitiu que o maestro Baccarelli fosse até ele, imensamente emocionado, o maestro se curvou e beijou a mão de um dos maiores líderes religiosos do mundo.

Independente de religião ou credo, os músicos da Sinfônica Heliópolis cumpriram este compromisso de forma esplêndida. Assim, o Instituto Baccarelli se sente honrado por ter participado deste encontro e por obter reconhecimento nacional de sua capacidade e talento.












 
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