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Sinfônica Heliópolis se apresenta no 52º Prêmio Fundação Bunge, na Sala São Paulo

Foi com La Gazza Ladra, de Rossini, que a Sinfônica Heliópolis abriu o concerto do 52º Prêmio Fundação Bunge e animou o público presente na Sala São Paulo na noite do dia 10 de outubro.

A orquestra apresentou peças como < Sinfonia 4 – 1º movimento, de Mendelssohn, Eu sei que vou te amar, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, o frevo Cenas Brasileiras, de Wagner Tiso, e um pout-pourri de hinos dos clubes de futebol paulistas. Participaram do evento o presidente da Fundação Bunge, Jacques Marcovitch, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Celso Lafer, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, João de Almeida Sampaio Filho, a presidente do Mozarteum Brasileiro, Sabine Lovatelli, e o vice-presidente da Fundação Bunge, o conde Carlo Lovatelli.

Ao contrário do que se podia imaginar, a apresentação na sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) não intimidou os jovens músicos. “O que eu mais gostei foi da acústica da sala. Também foi legal estar no palco da orquestra do Estado, onde se apresentam vários músicos importantes”, declarou o violoncelista David Scavanini. Para a violinista Carolina Dorta, a apresentação foi melhor do que os jovens esperavam. “No palco, nós não podemos nos intimidar. Pelo contrário, nós temos que estar mais seguros que o maestro. É isso o que nos ajuda na hora de tocar”, explicou ela.

A regência do concerto foi do maestro assistente da Sinfônica Heliópolis, Edílson Venturelli. “Foi um momento muito especial, porque foi a primeira vez que regi na Sala São Paulo, mas, principalmente, porque eu estava lá com a Sinfônica Heliópolis, que faz parte do Instituto Baccarelli, que é a minha razão de viver. Eu achei que o concerto foi muito bom. Eles tocaram muito bem e que o clima estava ótimo. Acredito que nós atingimos nosso objetivo de apresentar um bom concerto para o público”, disse Venturelli.

O Prêmio Fundação Bunge existe há 52 anos e é apontado como um dos mais importantes e tradicionais estímulos à pesquisa e à produção intelectual do país, por reconhecer o trabalho de personalidades que contribuem para o desenvolvimento do Brasil. Neste ano, foram agraciados Niéde Guidon e Joana Miller, na área de Antropologia e Arqueologia, e Luiz Carlos Corrêa Carvalho e Daniel Atala, na área de Agroenergia.

Confira o depoimento da presidente do Mozarteum Brasileiro:

“A apresentação da Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo por ocasião do Prêmio Bunge mexeu com todos. O entusiasmo com o qual os músicos tocavam enchia a sala e o resultado foi excelente, por muitos do público uma surpresa totalmente inesperada e imponente.

Ficaram impressionados com a qualidade artística do concerto, o que gerou muitos comentários de simpatia, admiração e até idéias para ajudar ao Instituto.

Quero congratular a todos da Sinfônica pelo merecido sucesso. Vocês transformaram não somente o evento do prêmio Bunge de uma festa muito tradicional para uma festa de grande alegria, mas também deixaram o público mais consciente que o mundo está nas mãos de todos e que podemos influenciar o seu rumo.

Ficei orgulhosa de fazer parte. “

Sabine Lovatelli












 
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