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Baccanews
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Agosto
2022
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Fala, Heliópolis!

Nessa edição, o Fala Heliópolis traz a história de Jaqueline Serra com comemoração: ao completar 18 anos no Instituto Baccarelli, nossa coordenadora de eventos descreveu toda sua trajetória e amor pela instituição que abraça como parte importante da sua vida. Publicitária e com especialização em Eventos, ela relembra como foi entrar como estagiária e qual é o seu desejo para o futuro – que é continuar no Instituto Baccarelli, trabalhando com o que ama! Confira esse relato:

“Minha história com o Instituto Baccarelli começou quando eu ainda estava no meu primeiro ano de faculdade. Lembro que, quando surgiu a oportunidade de estágio, me senti identificada com a razão social do projeto, mas eu não tinha noção do que encontraria. Foi ali, aguardando pela minha entrevista, que fui conquistada: As crianças me cercaram, se apresentaram, contaram suas histórias, fizeram perguntas sobre mim e responderam as minhas – me fizeram entender o projeto incrível que eu estava.

 

Infelizmente, não foi ali que entrei para o Instituto Baccarelli, acredita?

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Minha primeira coordenadora, apesar de ter se identificado comigo, me achou muito fora do perfil, para a minha frustração. Mas, acredito que era para ser, já que meses depois fui chamada para assumir a vaga.

Assumir o estágio já foi uma briga em casa. Eu era uma menina de 18 anos que nunca precisou se preocupar com nada além dos estudos, e meu pai queria que eu continuasse assim: focada na faculdade. Mas com o apoio da minha mãe, comprei a briga e fui, com o discurso que iria aprender a minha profissão na prática: e mal sabia eu que ia aprender mesmo era sobre a vida!

 

Era um choque de realidade por dia. Era um aprendizado por dia. E a cada dia, um outro olhar de reconhecimento pela vida privilegiada que eu tinha. Eram dores também. Para quem está nos seus 18 anos e só convive com a desigualdade pela tela da TV, a realidade choca.

Depois do início, o processo foi natural junto ao crescimento do Instituto, e as necessidades que foram surgindo. Produção e Secretaria era um departamento só (foi nele que entrei para estagiar). Um tempo depois, quando se fez necessária a separação das áreas, assumi a coordenação da Secretaria. Dez anos depois, quando Eventos ficou sem alguém responsável pela coordenação, fiquei responsável pelas 2 áreas. Com a demanda alta, essa união durou apenas alguns meses. Foi a partir daí, em 2018, que tomamos a decisão de que eu seguiria somente como coordenadora de eventos.

E ali, no dia a dia do Baccarelli, foi onde me transformei e moldei a pessoa que sou hoje.

Chorei muito por muitas histórias que cruzaram meu caminho. Me revoltei por várias. Quis levar um bocado de criança para cuidar na minha casa e desejei realizar muitos sonhos deles – até eu perceber que o caminho não era esse, e o melhor era trabalhar com a maior dedicação possível, contribuindo pelo projeto, acolhendo e amando aquelas crianças, capacitando-as para que elas mesmas fossem capazes de realizar seus próprios sonhos.

O projeto tinha uma sede pequena, uma equipe minúscula e pouco mais de 200 alunos quando eu cheguei. Todo mundo conhecia sua história, se chamava pelo nome, eu sabia quem era a mãe de cada aluno. Me realizei vendo o Baccarelli chegar onde está, mas até hoje sinto saudades daquele tempo intenso.

Tive o privilégio de ser parte da construção do que somos agora, e não tenho receio de falar que sinto muito orgulho de mim por isso.

Além de muito profissionalismo, o Baccarelli me trouxe amadurecimento, amor pelo próximo, amigos, amores, dores e frustrações também. Não podemos romantizar; qualquer relação na vida é feita de altos e baixos e muitas dessas conquistas foram através da dor, e sempre com muito suor. Mas até esses momentos me fortaleceram e me tornaram a Jaque mulher e a Jaque profissional que vocês encontram hoje!

O Baccarelli me transformou como filha, já que passei a olhar com outros olhos as lutas dos meus pais. O Baccarelli me moldou como profissional, me apresentando aquilo que eu mais amo fazer na vida: eu produziria eventos todos os dias da minha vida! O Baccarelli me acolheu em momentos que problemas pessoais me consumiram e eu me perdi, sempre acolhendo e nunca cobrando.

Eu brinco que tenho dois filhos: o mais velho de 18 anos, Instituto Baccarelli, e a mais nova de 7 anos, Lívia. E arrisco dizer que a dedicação pelos dois tem que ser proporcional para fazer dar certo. O Instituto moldou também a mãe que sou: lembro do rosto de cada mãe e sua história que cruzou minha vida nesses 18 anos. Muito do que sou como mãe da Lívia hoje é parte dessa experiência.

Olha que sorte a minha: atuando no que mais amo fazer na vida eu pude conquistar tudo o que tenho e proporciono para a minha Lívia.

Se eu pudesse desejar algo para as pessoas que eu amo, seria que elas pudessem exercer sua profissão e conquistar suas coisas trabalhando com o que faz o coração bater mais forte, como eu pude e ainda posso.

Eu espero ter forças e merecimento para continuar minha trajetória contribuindo com o Instituto Baccarelli pelos próximos 36 anos! (A galera que lute pra lidar com a Jaque velhinha rabugenta! rsrs)

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DESTAQUES JULHO
Em concertos ao ar livre, Orquestra Sinfônica Heliópolis leva sua música a dois CEUs

Unidades fazem parte dos 12 CEUs desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Educação que estão sob gestão do Instituto Baccarelli

Dois sábados de sol marcaram a agenda da Orquestra Sinfônica Heliópolis em julho. Nos dias 16 e 23, a Orquestra fez dois concertos ao ar livre, primeiro no CEU Pinheirinho, depois no CEU São Pedro / José Bonifácio. Sob regência do maestro Edilson Ventureli, as apresentações foram uma espécie de cartão de visitas do Instituto Baccarelli às populações atendidas pelas duas unidades ― ambas são parte dos 12 CEUs desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo que estão sob gestão do Instituto desde o início do ano.

E para apresentar ao público dos CEUs o trabalho de mais de 25 anos que o Instituto Baccarelli desenvolve em Heliópolis, nada melhor que um belo concerto com muita música boa! 

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Para desmistificar a ideia de que orquestra e música clássica não é para todo mundo, a Orquestra Sinfônica Heliópolis preparou um programa especial, com clássicos de John Williams, o maior compositor da história de Hollywood, e peças brasileiras, com o tema de Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Francis Hime e Chico Buarque, e a Aquarela do Tico-Tico que Só Dança Samba, peça encomendada pelo Instituto ao compositor Chiquinho de Moraes, que reúne algumas melodias inesquecíveis de Ary Barroso, Tom Jobim e Zequinha de Abreu. Entre uma conversa e outra, o maestro Edilson Ventureli conversou com o público, explicou o trabalho do Instituto Baccarelli e reafirmou que as unidades dos CEUs pertencem às populações por elas atendidas.

Aproveitando o bom tempo, o público compareceu em peso nos dois concertos. Com as unidades movimentadas, teve gente que estava jogando bola e resolveu curtir uma música no intervalo entre uma partida e outra; a molecada do pingue-pongue que ficou curiosa com as músicas de filme; e também o pessoal que saiu para passear no sol e resolveu conferir de perto o evento que estava rolando. Tinha famílias com filhos pequenos, mãe brincando com neném, gente com meião e chuteira, criançada correndo pra lá e pra cá. E quando começou a música brasileira, até a vovó e o vovô levantaram para dançar!

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No fim, a Orquestra Sinfônica Heliópolis apresentou um bis feito sob medida para quem gosta de futebol: um arranjo com os hinos dos quatro grandes clubes paulistas. As torcidas mediram forças para ver quem cantava seu hino mais alto. E aí, quem ganhou? O maestro acha que foi o Palmeiras, mas ele é suspeito para falar.

Ambas apresentações fazem parte de uma iniciativa do Instituto Baccarelli de democratizar a música e também marcar presença nos CEUs geridos pela instituição. Em julho foram dois, mas vem muito mais por aí!

 

Acompanhem em nossa agenda de eventos e fiquem por dentro de tudo o que acontece no Instituto Baccarelli!

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Instituto Baccarelli sedia 
Seminário Nacional de Ensino Coletivo de Violino

Organizado por José Marcio Galvão, coordenador da área de ensino coletivo de cordas, evento é o primeiro do Brasil dedicado ao tema

Nos dias 17 e 18 de julho, o Instituto Baccarelli recebeu o 1º Seminário Nacional de Ensino Coletivo de Violino. Organizado pelo coordenador de ensino coletivo de cordas da escola, José Marcio Galvão, por meio do Violino Coletivo, e pela escola Nossa Villa, do Rio de Janeiro, o evento reuniu professores de várias partes do Brasil, e contou ainda com a participação especial de alunos e alunas do nosso programa de ensino coletivo de violino.

 

Voltado especialmente para a aplicação do Método Suzuki para turmas coletivas, o Seminário é o primeiro evento exclusivo sobre o tema, e une duas abordagens muito importantes para sistema de ensino praticado aqui no Instituto Baccarelli.

 

Uma das metodologias de ensino de música mais prestigiadas do mundo, o método Suzuki aplica no ensino de instrumentos uma pedagogia que visa simular o processo de aquisição da linguagem. Aplicado há algum tempo no ensino coletivo de instrumentos do Instituto Baccarelli, cria um ambiente favorável, de companheirismo e amizade entre professores, alunos e familiares, o ensino coletivo praticado aqui transformou o método Suzuki.

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Para ajudar a difundir essa forma de ensino e também levantar a discussão sobre como aprimorar o trabalho, o 1º Seminário de Ensino Coletivo de Violino contou com a participação de professores com experiência no assunto. Shinobu Saito fez uma palestra com o tema “A prática coletiva no método Suzuki”; Luis Maurício Carneiro, falou sobre “Habilidade e repertório, a união desses aspectos na prática coletiva de violino”; José Márcio introduziu “Os primeiros passos no ensino coletivo de violino”; Priscila Alencastre fez uma exposição com o tema “Primeiro recital de violino coletivo: Como conciliar repertório e habilidades?”; Shinobu Saito e José Márcio falaram sobre “Como a família pode contribuir para o desenvolvimento musical do aluno”; Keethy Vianna e José Márcio falaram sobre “Ideias criativas de como introduzir a leitura musical”; e Keethy Vianna fechou o encontro com “O Aprendiz de Violino: o folclore brasileiro como recurso didático no ensino coletivo de violino”.

 

Para o Instituto Baccarelli, é um prazer sediar um evento tão importante para o ensino musical brasileiro. Que venham muitos outros!

Em aula aberta, Orquestras Infantil e Infanto-Juvenil Heliópolis mostram seu trabalho a familiares
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No comecinho de julho, dia 2º, aconteceu uma apresentação muito especial aqui no Instituto Baccarelli: foi a aula aberta das Orquestrinhas! 

Como vocês sabem, no fim do semestre nossos alunos e alunas estão animados para apresentar o que aprenderam ao longo dos últimos meses de estudo, então essa aula aberta permite que nossos pequenos músicos mostrem para seus familiares o resultado de tanto esforço e dedicação.

Sob regência do maestro Alexandre Pinto, apresentaram-se a Orquestra Infantil Heliópolis — grupo de cordas, formado por alunos do preparatório 1 das turmas de violino, viola, violoncelo e contrabaixo — e a Orquestra Infanto-Juvenil Heliópolis — conjunto sinfônico que reúne estudantes a partir do preparatório 2, com naipes de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, trompete e trompa.

De forma descontraída e didática, o maestro explicou a organização dos grupos, apresentou os diferentes instrumentos e também comandou nossas Orquestrinhas em algumas peças preparadas especialmente para a ocasião. 

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Esse tipo de iniciativa é central no sistema de estudos do Instituto Baccarelli. O ensino não é restrito à sala de aula — e nem à relação entre alunos e professores. É preciso envolver os familiares e a comunidade. Dessa forma, com o apoio de todos, nossos alunos e alunas podem chegar mais longe nos estudos, e nossos familiares podem ver com os próprios olhos o poder transformador da música.

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Canto lírico para
desenvolver e elevar
potencialidades vocais

Para ser um cantor lírico é exigido esforço físico e também emocional. Quem decide trilhar esse caminho precisa de muito preparo e dedicação aos estudos até chegar a habilidade de alcançar variações melódicas, emocionando o público ao interpretar uma música. O termo lírico é inspirado na lira, instrumento de cordas tocado pelos gregos antigamente para cantar ou recitar poemas – inclusive, o Lirismo ficou conhecido como uma expressão de sentimentos por meio da música.

Nas turmas de canto coral do Instituto Baccarelli, os ensinos estão aliados ao autoconhecimento do próprio corpo, respiração, postura e os próprios limites vocais – entre muitos outros. Os professores avaliam a individualidade de cada aluno e, a partir daí, percebem o potencial de grandes futuros cantores. Por isso, para desenvolver ainda mais essas vozes, a instituição passou a oferecer aulas de canto lírico para alguns alunos dos corais infanto-juvenil II e III.

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As novas turmas de iniciação ao canto lírico são da professora Marília Vargas, que também é preparadora vocal dos Corais Jovem e Infanto-Juvenil do Instituto Baccarelli, além de lecionar em importantes espaços como a Oficina de Música Barroca da Escola Municipal de Música de São Paulo, Escola de Música do Estado de São Paulo e Coral Jovem do Estado. As turmas são adicionais às de canto lírico para alunos mais avançados que a instituição já oferecia com a professora Edna D'Oliveira.

Com alunos de 13 a 18 anos de idade, inicialmente os únicos pré-requisitos para participar das aulas são interesse e disponibilidade de horário para estudar aos sábados de manhã, mas a possibilidade de testes admissionais não é descartada, caso a procura aumente no futuro. “O objetivo é o despertar da percepção do corpo e da respiração. Aos poucos, criamos uma consciência corporal apropriada para o desenvolvimento da voz cantada, além de trabalharmos a técnica vocal e a prática de repertório”, explica Marília que traz em sua bagagem de experiência uma sólida carreira de cantora lírica, sendo uma das mais ativas e respeitadas sopranos de sua geração, com apresentações em diversos países europeus, da América Latina, Japão e China.

As aulas duram uma hora e meia, com grupos de até cinco alunos, e são mais uma forma de desenvolver o ensino musical dos alunos. Por isso, contam como uma atividade adicional ao ensino aplicado para as turmas de coral, parte obrigatória do plano pedagógico do Instituto Baccarelli.

O ensino do canto lírico demanda um olhar para o indivíduo como um todo, onde são trabalhadas as sensações e imagens para a voz se projetar nos espaços internos e com isso ganhar harmônicos, que são a beleza da voz. Além disso, é importante também um olhar sobre o emocional e psicológico dos alunos, já que tudo está conectado. “Como nosso instrumento está dentro de nós, precisamos cuidar e desenvolver o corpo, quase como no esporte, por exemplo. Trabalhamos o corpo para sustentar o som, para não onerar a nossa laringe, e ao mesmo tempo, ganhar potência sonora, que nos permitirá cantar sem o uso de microfones.” Comenta a professora que também afirma ser um estudo fascinante e muito gratificante.

Para Marília, a experiência deste trabalho tem sido positiva. É perceptível o desenvolvimento dos alunos em cada aula, tanto no crescimento da extensão vocal, o alcance de notas mais agudas e mais graves, quanto na segurança e autonomia na hora de cantar. “Os alunos do Instituto têm uma bela bagagem musical, e também uma boa leitura, o que ajuda muito no preparo do repertório. Cada aula é uma descoberta do que eles já têm dentro deles. A descoberta do próprio som e capacidade é muito bonita de se ver. Tenho gostado muito do desenvolvimento de cada um”.

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Buscarelli: o leva e traz do Instituto Baccarelli está de cara nova

É impossível passar pela Estrada das Lágrimas e não esbarrar com o Buscarelli, o ônibus do Instituto Baccarelli. Há 10 anos, ele é o transporte oficial que leva e busca os alunos e alunas para mais um dia de aula na sede de Heliópolis do Instituto Baccarelli. Mas, para aqueles que estavam acostumados a vê-lo só amarelo e preto, um aviso: ele está com nova cara. Com uma adesivagem colorida de divertida, a modernização veio para combinar com a identidade nova da instituição, que surgiu para marcar o novo momento em que ela se encontra.

Atualmente, são 441 crianças e jovens que entram e saem dele rumo à próxima aula ou mesmo para casa. Mas, nem todos os alunos do instituto usam o transporte, alguns são levados pelos pais e outros podem ir sozinhos para a casa. Para administrar a lista de passageiros, os alunos já são cadastrados para o transporte no dia da matrícula e recebem um crachá de cor verde, para alunos que só podem descer no ponto com o responsável esperando, e azul, para aqueles que podem descer desacompanhados.

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A partir daí a equipe do Buscarelli faz a organização, desde o momento de espera no Pátio Vivências até a hora de ir para casa. São 11 pontos de embarque e desembarque pré-estabelecidos, fazendo cada viagem ter uma distância de aproximadamente nove quilômetros. Assim, a equipe faz revezamento de turnos para que consigam atender todos os horários de aula. 

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A partir daí a equipe do Buscarelli faz a organização, desde o momento de espera no Pátio Vivências até a hora de ir para casa. São 11 pontos de embarque e desembarque pré-estabelecidos, fazendo cada viagem ter uma distância de aproximadamente nove quilômetros. Assim, a equipe faz revezamento de turnos para que consigam atender todos os horários de aula. 

O time é formado por sete mulheres. Rosimere Cardoso e Suzana da Silva são as motoristas e como monitoras estão Cristiane Deboletta e Michele Xavier, além de Luzia Rodrigues, Maria da Conceição e Analice Mota como monitora de pátio, que também ajudam na organizam das crianças na hora da fila e conferem se estão todas preparadas para saírem. Ao todo elas preparam e fazem 26 viagens por dia, atendendo todos os turnos de aulas da instituição.

“Poder atender nossos alunos dessa forma traz muita alegria. Acreditamos que, ao oferecer esse transporte, garantimos que não faltem aula por motivos de mobilidade que envolvam questões financeiras, como passagem de ônibus, além de trazer mais segurança para todos”, comenta Edilson Ventureli, diretor executivo do Instituto Baccarelli. 

Toda a comunicação e contato para questões do Buscarelli é feita pela equipe de Secretaria do Instituto Baccarelli. Para saber mais sobre mais esse atendimento realizado pela instituição, entre em contato pelo número (11) 3506-4646.

Instituto Baccarelli participa de novo clipe da banda Capital Inicial com Samuel Rosa

Em julho o Instituto Baccarelli teve a honra de participar da gravação do clipe de Amor em Vão, nova música do Capital Inicial com participação de Samuel Rosa. O trabalho dá início às comemorações dos 40 anos da banda, com o lançamento do álbum Capital 4.0, e nossa camerata de cordas marcou presença nas imagens – e também no som!

A música, lançada no dia 1º de julho, traz em seu enredo a premissa que o amor tem complicações frequentes, mas também recompensas. O clipe foi lançado duas semanas depois, dia 15, e foi gravado em um cenário moderno. Representando o Instituto Baccarelli, estavam Viviane Rezende Queiroz, Mariandeceia dos Santos Silva, Jean Victor Brito Cunha, Fernando Oliveira Gomes (violinos), Giovanni Sartori Cavalcanti, Camila Andressa Rocha (violoncelos), Quezia Vieira Oliveira e Lucas Henrique Bernardo (violas).

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O Instituto Baccarelli agradece a oportunidade de participar de um trabalho tão importante ao lado de importantes artistas da música brasileira, e por acreditarem na excelência dos nossos músicos.

Você pode assistir ao clipe na íntegra no canal do YouTube da banda Capital Inicial.

Volta às aulas no Instituto Baccarelli é recheado de atividades

As aulas do Instituto Baccarelli começaram no fim de julho, e diversas atividades movimentaram a primeira semana letiva do segundo semestre! Começando logo no dia 25, nosso departamento de Serviço Social preparou uma recepção especial para os alunos e alunas. Ao longo de toda a semana, as turmas de musicalização e coral participaram de diversas atividades do projeto Precisamos Conversar Sobre, que promoveu oficinas no horário das aulas abordando pautas importantes e atuais de acordo com a faixa etária de cada grupo.

Ministradas por entidades, coletivos parceiros e voluntários, as oficinas tinham como objetivo levantar a discussão de temas que fazem parte do dia a dia dos grupos atendidos pelo Instituto Baccarelli. Foram tratados assuntos como direitos das crianças e adolescentes, saúde e bem-estar, meio ambiente, racismo, gênero, diversidade e equidade, LGBTQIA+, território e muitos outros.

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Esse tipo de ação é central no trabalho empreendido pelo Instituto Baccarelli. Além de oferecer oportunidades por meio da arte e da educação, o Instituto tem um compromisso com uma transformação social completa, diversa e inclusiva ― por isso, temos a obrigação de transformar nossa escola em espaço de acolhimento, discussão e reflexão!

E não poderia faltar música, é claro! No dia 30 de julho, sábado, aconteceu a tradicional Violada! Organizado pelos nossos professores de viola Pedro Visockas e Roberta Marcinkowski, o evento é uma oportunidade para que nossos alunos e alunas se apresentem para os colegas, em um ambiente confortável e acolhedor. Neste ano, participaram estudantes das classes individuais. “O objetivo é ter prazer tocando, é um momento para a gente se divertir com a viola”, resume Roberta.

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Na primeira semana da volta às aulas, as turmas de musicalização e coral foram acolhidas por programação especial do Serviço Social e pela tradicional Violada

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Em julho, o Instituto Baccarelli se despediu de uma de suas principais professoras de canto coral, a maestrina Maíra Ferreira. Parte do corpo docente do Instituto Baccarelli desde 2010 ― com um pequeno intervalo de dois anos e meio, entre 2012 e 2015, quando foi para os EUA realizar seu mestrado ―, Maíra faz parte da história do Instituto.

“Naquele momento, em 2010, saída da graduação, foi um grande passo. Imagina, entrar num espaço de trabalho como o Baccarelli, com a estrutura, o prédio que tem o Instituto. E conhecer pessoas novas, de vários lugares, trabalhar com vários grupos. Artisticamente, foi muito importante para minha formação. “

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Até logo, maestrina!

Maíra Ferreira, professora e maestrina coral desde 2010,

se despede do Instituto Baccarelli

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Já a segunda passagem, quando Maíra voltou ao Instituto logo após terminar seu mestrado na Universidade Butler, com Henry Lecke, a experiência foi ainda mais enriquecedora. “Recebi o convite da Silmara para assumir o que a gente chamava na época de coral avançado. Eu admirava muito esse grupo, era o grupo dos meus sonhos! Uma molecada muito boa, mas também com muita opinião, que sabia o que queria, ou achava que sabia”, ela ri, e lembra de quem estava ao seu lado nesse desafio. “Tive a sorte de ter a pianista Juliana Ripke como parceira de trabalho desde o começo. Fizemos um trabalho sólido, com muito amor e carinho. Foi uma das coisas mais incríveis que já vivi.”

Ao fazer um balanço de suas realizações aqui no Instituto Baccarelli, Maíra lembra de feitos que marcaram sua carreira, como a oportunidade de se apresentar em palcos importantes, como a Sala São Paulo, o Theatro Municipal de São Paulo e o Auditório Masp, além de poder preparar os corais para ocasiões diversas, como concertos com a Orquestra Sinfônica Heliópolis e a Orquestra Juvenil Heliópolis. No entanto, ela coloca sua maior realização como a turnê que seu coral fez com o cantor italiano Andrea Bocelli.

“A turnê foi a cereja do bolo, foi incrível. Viajamos para Brasília, Porto Alegre, cantamos em São Paulo, no Allianz Parque lotado. Como musicista é importante preparar um repertório desses, muito recompensador. Mas como professora, poder ver os alunos vivendo aquilo, viajando, ficando em hotel, cantando para plateias enormes, com orquestra, com um artista como Andrea Bocelli. E ter esse reconhecimento, ser super-bem tratado. Foi muito bom poder mostrar para os alunos as possibilidades que a música traz. E ver o brilho nos olhos deles, a alegria de estar ali, a certeza de que aquele era o caminho certo para nós.”

Em 2016, Maíra se tornou regente assistente do Coral Paulistano, grupo estável do Theatro Municipal de São Paulo. Trabalhou ao lado de Naomi Munakata, uma das grandes maestrinas corais do Brasil, até assumir interinamente o cargo de titular após o triste falecimento de Munakata, vítima de Covid-19. Após acumular suas funções no Theatro Municipal com seu trabalho no Instituto Baccarelli, Maíra decidiu que era hora de focar no novo posto.

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“O Instituto Baccarelli foi uma escola para mim, foi um ‘pós-mestrado’.”, pondera a maestrina. “Quantas pessoas se formam e não têm onde pôr em prática aquilo que estudaram? Eu pude fazer isso no Instituto. Sou muito, muito grata por tudo que aprendi no Baccarelli. Aprendi a ser regente, professora, amiga, psicóloga, aprendi a organizar ensaio, escolher repertório. Hoje eu tenho muita confiança para trabalhar, e aprendi isso no Instituto.”

E sobre o que ela leva do Instituto em sua nova jornada, ela é direta. “No Baccarelli a gente tem liberdade para ser feliz. Eu aprendi a ser quem eu sou, a não perder minha essência. E as experiências que tive no Baccarelli vão reverberar em todos os anos que se seguirem, todos os trabalhos que eu fizer. Importância maior que essa não há.”

 Até logo, maestrina! Nosso eterno e verdadeiro muito obrigado!

Educar, Conscientizar e Divertir:
Instituto Baccarelli participa do Green Nation

A ideia é experimentar para educar com diversão. Com 14 espaços apresentados por parceiros do evento, o Green Nation tem como objetivo fomentar e aprofundar debates relevantes sobre cidadania planetária, sustentabilidade e meio ambiente, engajando as pessoas por meio da arte, da educação, da cultura, da inovação e, principalmente, da experimentação.

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Realizado entre os dias 8 e 10 de julho, evento é voltado para a sustentabilidade e inclusão e patrocinado pela Unilever

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Em sua 10º edição, o evento recebeu mais de 20 mil pessoas, que acessaram experiências interativas, sensoriais e emocionais para pensar, viver e sentir os desafios do nosso tempo, assumindo o compromisso com a cidadania planetária, a mudança de atitude e a geração de impactos positivos. Para saber mais, acesse o site do Green Nation e conheça mais.

Um desses experimentos é a Arena Muda Mundo, apresentada pela Unilever, que contou com a apresentação de três grupos de câmara do Instituto Baccarelli, o Quinteto de Metais para o primeiro dia, o Quarteto de Cordas para o segundo e o Quinteto de Sopros para o terceiro. A experiência consiste em um espaço para pensar, viver e sentir o mundo real e o ideal. Os visitantes colocam a mão na massa para entender como exercer sua cidadania e responsabilidade ambiental, e descobrir como todos somos singulares e importantes para o ecossistema do planeta.

O Green Nation tem apoio institucional da ONU e trabalha junto aos outros parceiros para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao todo, são 17 objetivos ambiciosos e interconectados que abordam os principais desafios de desenvolvimento enfrentados por pessoas no Brasil e no mundo.

Confira os eventos de julho que contaram com a participação do Instituto Baccarelli
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No último mês, diversos grupos artísticos do Instituto Baccarelli puderam apresentar toda sua excelência musical em eventos e ações importantes. Teve Coral Heliópolis, Orquestra Sinfônica e Quarteto de Cordas em eventos escolares, empresariais e até em gravação! Veja abaixo:

Julho começou com a participação da Orquestra Sinfônica Heliópolis, regida por Paulo Galvão, e o Coral Heliópolis em uma importante gravação do Grupo Bradesco Seguros para apresentar a canção Amigo, de Roberto Carlos. As gravações aconteceram nos dias 4 e 5 de julho, na sede de Heliópolis do Instituto Baccarelli para captação do áudio e no Teatro Bradesco para as imagens. O vídeo integra a nova ação de marca da companhia, e foi lançado para celebrar o mês da amizade – já que dia 20 de julho é Dia do Amigo e dia 30 o da Amizade –, além de fortalecer a importância de termos um apoio e com quem contar no presente para construir um futuro.

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Já no dia 21, foi a vez do Quarteto de Cordas do Instituto encantar o público presente na comemoração dos 10 anos do Programa de Proteção às Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), realizado pelo Governo do Estado, no Palácio dos Bandeirantes. O grupo estava formado pelos músicos Morrison de Souza e Mary Silva (violinos), Francismar Augusto (viola) e Daniela Nuñez (violoncelo).

Dois dias depois, dia 23, foi a vez do Coral Heliópolis e do Quarteto de Cordas do Instituto Baccarelli, formado por Morrison de Souza e Mary Silva (violinos), Vitor Coelho (viola) e Daniela Nuñez (violoncelo), se apresentarem na Escola Concept para a abertura da exposição Egito Antigo na Cidade do Sol. O evento, que já foi sediado no próprio Instituto Baccarelli, vai até o dia 29 de agosto e tem ingressos limitados. Para visitar e saber mais informações, acesse o site da Escola Concept.

Para fechar o mês, no dia 26, o Quarteto de Cordas se apresentou na comemoração dos cinco anos de gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) da cidade de São Paulo. O grupo, formado por Leonela Rodriguez e Jean Victor Brito (violinos), Quezia Vieira (viola) e Marcelo Meneguesso (violoncelo), representaram o instituto e emocionaram a todos que estavam presentes na celebração.

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AGENDA AGOSTO
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Frente Social - Doações

Com a crise socioeconômica desencadeada pela a pandemia, o Instituto Baccarelli iniciou uma campanha permanente de doações
que tem como objetivo dar apoio às famílias de Heliópolis em situação de vulnerabilidade. Graças a doação de empresas parceiras
e doadores individuais, seguimos atendendo nossos alunos e suas famílias com cestas básicas e itens de primeira necessidade.
Veja abaixo:

Desde março de 2020
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835,0
toneladas
de alimentos doados
atendendo
a mais de
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pessoas
a cada
entrega

Graças à parceria com Sesc Mesa Brasil, Gastronomia Periférica, BRF e CIEE, além das doações de pessoas físicas que apoiam nossos projetos, o Instituto Baccarelli conseguiu realizar mais distribuições de alimentos no mês de julho.

Mas, ainda precisamos de toda ajuda possível para continuar apoiando muitas famílias que seguem afetadas pela crise socioeconômica causada pela pandemia de COVID-19, seja por conta do desemprego ou da alta dos custos de vida. São milhares de pessoas dependendo mais do que nunca de doações e ajuda de organizações como o Instituto Baccarelli.


Ajude o Instituto Baccarelli a seguir #TocandoJuntosporHeliópolis.

Campanha Especial Contra a Fome: Mobilização em apoio à comunidade de Heliópolis

Nossa campanha especial reforça o apoio às famílias de Heliópolis que enfrentam a insegurança alimentar, agravada pela pandemia de COVID-19. Com a meta de alcançar R$120mil, que convertidos equivalem a cerca de 17 toneladas de alimentos, já alcançamos mais de R$82mil reais até o final de julho. Desse valor, cerca de R$24mil foram arrecadados pelo site da campanha, enquanto os outros R$58mil foram doados por outras fontes de arrecadação. Esse total corresponde a mais de 68% do objetivo.

Estamos mais perto da nossa meta e contamos com sua ajuda para alcançá-la!

Clique na arte abaixo e faça sua doação!

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Fala, Maestro!

Nosso compromisso é com um mundo melhor ― por isso, julho foi um mês gratificante para nós aqui no Instituto Baccarelli. Tivemos a oportunidade de visitar o CEU Pinheirinho e o CEU São Pedro / José Bonifácio com a Orquestra Sinfônica Heliópolis, e eu posso dizer: foi emocionante. Eu já estava com saudades de reger a Orquestra, e não poderia ter ocasião melhor.

Vocês sabem que os CEUs são equipamentos incríveis da Secretaria Municipal de Educação, localizados em sua grande maioria na periferia da cidade, e desde o começo do ano o Instituto Baccarelli é responsável pela gestão de 12 unidades desses complexos de educação integrada. Então vocês podem imaginar que fazer dois concertos ao ar livre, em dias de sol, e em contato direto com o público atendido pelos CEUs foi uma experiência inesquecível para todos nós.

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Sentir o calor do público recarrega nossas energias, e não nos deixa esquecer para quem estamos trabalhando: para as crianças e as famílias atendidas pelo Instituto, seja em Heliópolis, seja em outros pontos da cidade. Em suma, trabalhamos para quem acredita que cultura, arte, esporte e educação são capazes de construir um mundo melhor.

E falando em mundo melhor, este mês nossa campanha #EuTocoJunto, voltada para o arrecadamento de alimentos, começou a produzir resultados muito legais. Tivemos doações em dinheiro e alimento, incluindo uma entrega de 2.500 cestas básicas! Ficamos felizes que nossa voz está sendo ouvida. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas estamos na direção certa. Se você quiser participar, é só clicar aqui. Nossas crianças e suas famílias agradecem!

Ah, e temos mais um motivo para comemorar. No dia 25 de julho retomamos as aulas após o período de férias. É uma alegria ver a escola cheia de vida novamente! E, para marcar a volta às aulas, nosso departamento de Serviço Social realizou uma série de oficinas muito importantes, levando assuntos sérios e urgentes para dentro da sala de aula. Aqui no Instituto Baccarelli é assim, não é só música, não é só aula, é transformação social na prática.

NOSSOS PARCEIROS: