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Baccanews
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Outubro
2021
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Fala, Heliópolis!

A história de Alison Amador, ex-aluno do Instituto Baccarelli, está diretamente relacionada à percussão: morador de Heliópolis, foi através de amigos que estudavam no Instituto que ele ficou sabendo da possibilidade de se aprofundar em sua paixão, a música. Depois de “invadir” uma aula de percussão do professor Cláudio Stephan, descobriu que seu lugar era ali!

No Instituto, participou da peça de teatro “Acorda, Brasil”, da Orquestra do Amanhã e do Coral Juvenil, até conquistar seu lugar na Orquestra Sinfônica Heliópolis, em 2009. As memórias são muitas: participou da turnê europeia da orquestra, tocou inúmeras vezes na Sala São Paulo, dividiu o palco com grandes artistas que admira e fez amizades que deseja levar para a vida.

Atualmente faz o que mais ama: leciona, toca e cria arranjos, composições e produções musicais. Compositor intenso, possui mais de 380 músicas para diversas formações e estilos musicais e no próximo dia 19 de outubro lança seu primeiro disco autoral solo, “Silêncio no Caos”, onde conta com a parceria - mais que especial - de Ailton Krenak.

Aqui ele reflete sobre o mundo de possibilidades que podem ser abrir através de projetos como o Baccarelli:

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Nossas ações são movimentos e o som também é resultado de um movimento. Movimento é sinal de vida e nós somos seres capazes de perceber o movimento.


Trago isso para pensarmos nas reverberações: quando atiramos uma pedra no rio e vemos aquelas ondas se espalhando em círculos concêntricos, estamos vendo claramente as consequências de uma ação e, toda ação implica numa reverberação. A instalação de um projeto social numa comunidade implica reverberações que muitas pessoas não conseguem nem captar, mas isso não quer dizer que elas não existam.


A arte tem este poder de despertar as pessoas para novos sabores. Mostrar algo ilimitado ou pelo menos maior do que os habituais limites que vivemos. Podemos inventar histórias, inventar músicas, danças, ou seja, podemos criar a partir do caos ou a partir do silêncio.


Minha trajetória musical é marcada por projetos sociais. Ou seja, sou o resultado disso.


A pedra que foi jogada no rio está gerando ondas até agora e numa sociedade tão carente de tantas coisas, temos mesmo é que jogar muitas pedras. Mas olhem, a pedra não cai no rio sozinha, alguém tem que jogar, Silvio Baccarelli foi quem atirou esta pedra que gerou tantas ondas, mas nós temos que atirar as nossas.

DESTAQUES SETEMBRO
Do jazz americano ao baile soul:
setembro foi mês de muita energia no palco

A Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob a regência do maestro Edilson Ventureli, realizou no Auditório Ibirapuera grandes encontros para celebrar a música erudita e a popular, apresentando clássicos do jazz e do swing brasileiro.

O Baile de Simoninha, Max de Castro
e Vanessa Jackson

Uma festa brasileira! Esse foi o espírito da apresentação que colocou no palco os irmãos Simoninha e Max de Castro cantando, juntos, as clássicas músicas do pai, Wilson Simonal, ao lado da potente e energética voz de Vanessa Jackson.

No repertório, as divertidas Mamãe passou açúcar em mim e Meu limão, meu limoeiro, fizeram o público cantar e dançar, enquanto Tributo a Martin Luther King, Carango, Sá Marina e País Tropical, emocionaram a todos, lembrando a força das mensagens de nossa música popular brasileira. 

Fabio Martino, uma estrela brasileira
dos pianos

Martino é um prodígio do piano: iniciou seus estudos aos 5 anos de idade com a avó, aos 12 ganhou uma premiação que o levou à Alemanha aprimorar seus estudos, aos 22 foi o primeiro colocado na principal premiação de piano da América Latina e aos 30 já é um talento internacionalmente consolidado.

Ousado e conhecido por seu perfeccionismo, entusiasmo e vibração, Martino apresentou ao lado da OSH a beleza da música clássica americana do século XX com interpretações de Leonard Bernstein e George Gershwin, nomes que influenciaram e inspiraram diversas gerações de músicos e responsáveis por composições de jazz que se tornaram marcos culturais, inclusive no cinema.

Se você perdeu ou quer rever esses grandes momentos, é só acessar aqui e se inscrever em nosso canal no YouTube para acompanhar todos os concertos da temporada.

AGENDA DE CONCERTOS

Clique aqui para acessar a agenda completa.

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#Bacca25Anos: Celebração das conquistas
e voando para o futuro

Um concerto especial.


Um encontro de gerações.


Um olhar para o passado que cria a visão do futuro!


O que começou com o desejo de um homem, Silvio Baccarelli, em fazer a diferença, se tornou uma construção coletiva de todos aqueles que acreditam que uma sociedade mais justa e com oportunidades para todos é possível. Mais do que acreditar no poder de transformação da arte e da cultura, o instituto contribui para a formação integral do ser humano utilizando a música como uma ferramenta para que crianças e jovens possam nutrir todos os seus sonhos, identificando seus potenciais e poder de criação e realização.


São 25 anos de atuação, mas a trajetória do Instituto Baccarelli está apenas começando e já é possível sentir os ventos da mudança que direcionam os olhares para um futuro com muitas transformações.


Para festejar esse momento, um concerto especial irá marcar o reencontro da Orquestra Sinfônica Heliópolis e seu diretor artístico e maestro, Isaac Karabtchevsky - que se manteve afastado das atividades por 18 meses devido à pandemia.
Na primeira parte do evento, Karabtchevsky irá conduzir o repertório erudito e, na sequência, Edilson Ventureli, diretor executivo do instituto e regente adjunto da OSH, se une à Criolo, Mariana Rios e Cláudio Zoli para uma mistura de estilos que já virou marca dos grupos artísticos do Instituto Baccarelli ao longo dos anos.


Para representar as centenas de alunos de todos os programas de ensino musical que acontecem na comunidade, ainda teremos uma participação especial do Coral Heliópolis.


Um concerto memorável que você não pode perder: se inscreva aqui e faça parte da nossa plateia virtual!

Compensa ser solar! ☀️

A energia solar funciona a partir de placas solares que captam luz, empregando o calor dos raios solares para geração de eletricidade, garantindo assim uma economia de até 95% no valor na conta de luz, além de contribuir para a sustentabilidade do nosso meio ambiente. 

O BV, em parceria com o Meu Financiamento Solar, selecionou 04 projetos sociais espalhados pelo Brasil para realizar a instalação dos painéis solares e garantir, assim, que um valor substancial dos custos das instituições possa ser revertido para outras ações e atividades de cada ONG.

O Instituto Baccarelli foi o primeiro projeto a ser contemplado pela ação da BV, garantindo cerca de R$ 120 mil reais de economia no ano, que serão investidos em melhorias para os alunos.

 

Para registrar essa mudança que trará tantos impactos para as atividades do Baccarelli, a atriz e apresentadora Luana Xavier visitou o Instituto, conheceu um pouco mais da nossa rotina e conversou com Daniel Rocha, aluno de violoncelo; Daniela Correia, coordenadora do acervo musical e ex-aluna da primeira turma do Baccarelli; e Edilson Ventureli, nosso diretor executivo e maestro.

 

O resultado desse encontro foi registrado, com muita sensibilidade e emoção, no primeiro episódio da websérie.
Vale a pena conferir: 
Compensa ser solar!

Como seria se dois adolescentes extraterrestres tivessem que estudar a música do Planeta Terra?

Para Tim Rescala, apresentar a música erudita para crianças é uma missão: ao tratar a linguagem musical como uma brincadeira, o músico busca expandir e formar novos públicos, apresentando nomes da história da música, como Beethoven, Tchaikovsky, Bach, Chopin e Brahms. 

E se o assunto é educação e formação musical, o Instituto Baccarelli não podia ficar de fora: no episódio de Blim-blem-blom que foi ao ar dia 04/09, os jovens interestelares Árix e Zylian entrevistaram crianças de diversos projetos de educação musical no Brasil para descobrir como elas estudam e tocam música aqui pela Terra. Nessa viagem pelo Brasil, eles passaram pela comunidade de Heliópolis e conversaram com nossos alunos e nosso maestro Edilson Ventureli.

Um papo de outro planeta que, independente da sua idade, vale a pena acompanhar: No Blim-blem-blom Arix e Zylian conhecem projetos de Educação Musical.

Música e discriminação racial em debate

O Movimento Afro Presença surgiu através do Projeto Nacional de Inclusão de Jovens Negras e Negros Universitários no Mercado de Trabalho, promovido pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de prevenir e combater a discriminação racial nas relações de trabalho em prol da redução das desigualdades raciais.

Na edição de 2021, o Instituto foi representado pelo professor e maestro Alexandre Pinto, que participou do painel Trabalho e Produção Cultural nas Artes com o tema “A cultura e a produção cultural da população negra como trabalho: ballet e música erudita”, e pela professora e percussionista Maryana Cavalcante, que mediou o debate.

Alexandre, Maryana e Larissa Ferreira, doutora e mestra em Artes, licenciada em Dança e coordenadora de Estudos Afro-Brasileiros abordaram os desafios que as áreas da dança e da música erudita enfrentam para combater o racismo na sua luta por mais visibilidade e respeito e a importância de reforçar ações inclusivas.

Um tema urgente que precisa sempre estar em pauta!

Para mergulhar nesse conteúdo, confira alguns debates que aconteceram aqui.

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Doações em Setembro
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Com a parceria de empresas e organizações como Instituto BRF, Instituto Votorantim, Mesa Brasil Sesc e também todas as doações de pessoas físicas que apoiam nossos projetos, pudemos arrecadar e distribuir durante o mês de setembro:

- Cestas básicas

- Carnes e embutidos

- Cartões-alimentação mensais

A vacinação contra a COVID-19 está em andamento no país, apesar dos altos índices de infectados, os números de mortes vem caindo ao longo das semanas, mas a crise econômica causada pela pandemia segue se agravando e a fome bate na porta dos brasileiros. Nesse cenário, seguimos em alerta vermelho, pois a situação para a população em maior vulnerabilidade social é muito delicada.

Para ajudar a comunidade enfrentar esse momento, distribuímos cestas básicas, bolachas e proteína para os moradores de Heliópolis. Veja a relação de doações que aconteceram esse mês e fizeram toda a diferença.

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Por aqui, seguimos #TocandoJuntosPorHeliópolis!

No total, foram doadas 776,9 toneladas  de alimentos, atendendo a mais de 3.243 pessoas
por entrega desde 2020.  

Mas ainda há muitas pessoas necessitando de ajuda,

até mesmo para se alimentarem.

Se você pode contribuir, clique ao lado e escolha uma forma de doação.

# EU TOCO JUNTO

Muitas pessoas e empresas já decidiram apoiar regularmente as ações sociais, educacionais e culturais promovidas pelo Instituto Baccarelli.

Toda doação é muito importante para nós e faz diferença na vida de muitas famílias. O Brasil ainda vive um momento crítico da pandemia de COVID-19 e a favela de Heliópolis é um dos locais em São Paulo que tem enfrentado maior risco.

 

E você também pode integrar esse grupo e passar a dizer Eu Toco Junto!  se unindo a centenas de pessoas que escolheram a nossa organização para apoiar e para gerar transformação.

Seja um doador e ajude a gerar mais oportunidades para o futuro de milhares de crianças e jovens.

FALA, MAESTRO!

Isaac Karabtchevsky
Maestro e Diretor artístico Instituto Baccarelli

"Não há palavras para falar desse momento de retorno à Orquestra Sinfônica Heliópolis. A pandemia nos afastou, e por mais que existissem formas de contato, elas eram cruéis, porque acentuavam a saudade. Era como se houvesse um oceano entre nós. Eu pensava ‘haverá um dia que estaremos juntos outra vez’, e esse momento mágico chegou.


O vírus não escolhe cor, raça ou religião, o vírus é cruel e, ainda pior do que ele, é o sentimento de solidão que advém da quarentena, essa solidão repercute em todo o nosso corpo, de maneira avassaladora, eu diria. Você acorda com a solidão e tem que conviver com ela, porque é necessário seguir, prosseguir, e há momentos de profunda tristeza e depressão consequentes a isso, que a gente só pode dirimir através de uma atividade que você próprio cria. Eu tinha os meus animais, meus livros, minhas partituras, mas o contato humano é fundamental, faz parte da natureza humana ser um ser social, principalmente das pessoas que nos são caras. E não preciso dizer o quão caro todos da OSH são pra mim, por tudo que nós vivemos e tudo que nós passamos. Vi com muita tristeza tudo que está acontecendo, não só aqui em Heliópolis, mas em todo país. E eu quero agradecer a todos os músicos da orquestra, que são a essência do nosso trabalho, agradecer por existirem e resistirem. Resumindo, o momento é de extrema felicidade que se apossou do meu corpo e da minha mente, e que possamos voltar a viver aqueles momentos mágicos que realizamos no passado."

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NOSSOS PARCEIROS: